A partir do início deste século, a sexualidade humana foi resgatada pelo conhecimento científico, técnico e social. Mais do que uma mera função biológica reprodutiva, a sexualidade é uma fundamental experiência humana que engloba o prazer,identidade sexual, afetividade, intimidade e experiências físicas, socioculturais e emocionais.

 

 

Muito ao contrário do que pensam alguns, o desejo sexual do ser humano adulto consciente não se compara à simples impulsos fisiológicos, como é o caso da fome ou da sede. O desejo sexual é um complexo vivencial formado por três componentes principais: a biologia, a psicologia e a socialização. Em nossa sociedade durante muitos anos vingou a idéia de que a mulher não sentia (ou de que a mulher honesta não deveria sentir) desejo sexual.

Sexo era “coisa” de homem (ou de mulher pouco séria).

 

 

O desejo sexual é um “apetite” produzido pela estimulação de um sistema neurológico específico, que produz sensações específicas e suficientes para levar a pessoa à busca de experiência sexual. Isso depende da ativação de dois setores distintos do cérebro, um deles ativador do desejo e o outro, inibidor do mesmo.

 

Quando esse sistema sexual se ativa, surge na pessoa um estado de ensão que o leva a necessidade sexual.

Todo esse sistema sexual é de configuração arcaica no mundo animal, e é responsável por um outro tipo de comportamento que visa única e exclusivamente a perpetuação da espécie. Os centros neurológicos da sexualidade guardam estreita relação com os centros da dor e do prazer.

 

Assim sendo, quando o centro do desejo é estimulado, também se ativa o centro do prazer. De forma contraria, em situações dolorosas há uma inibição

do centro do desejo. Nas mulheres, a atração sexual e a receptividade dependem dos estrógenos porém, é a testosterona que estimula o desejo sexual.

 

No amadurecimento do sexo masculino o desejo sexual vai, progressivamente, perdendo

sua natureza impulsiva e instintiva e adquirindo progressivamente um caráter afetivo,

ou seja, vai deixando de ser uma atividade sensitiva para tornar-se

uma atividade sentimental.

 

Na mulher, por sua vez, a sexualidade sentimental e diferenciada já se

manifesta desde a puberdade . Por terem recebido uma educação repressora,

cheia de mitos e tabus as mulheres do passado viam o sexo como obrigação,

sem terem o direito a liberdade, ousadia ou fantasia sentindo-se, pois,

conformadas e amedrontadas, achando ser normal não ter prazer no sexo.

A revolução feminina ocorrida nos anos 60 e 70 trouxe, com atraso, mas com alivio,

a descoberta do orgasmo que veio associada a conquista do mercado de trabalho

e a conseqüente liberdade de viver. Essa liberdade e esse alivio trouxeram também

para a mulher do século XXI uma outra luta. Hoje em dia elas necessitam ser

muitas pessoas dentro de uma só: mãe dedicada, esposa presente,

amante sensual, profissional reconhecida, e companheira dinâmica além

de vários outros atributos que se exige da mulher moderna e somente

elas conseguem fazer tudo isso porque elas são MULHERES.

 

 

 

SEXUALIDADE

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